Ministério Público abre inquérito para investigar gestão do transporte público em São Luís

A promotora de Justiça do consumidor Lítia Cavalcanti anunciou a instauração de um inquérito civil para investigar possíveis omissões da Prefeitura de São Luís na condução do sistema de transporte público da capital.

O procedimento foi aberto pela 12ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor e inclui, além do município, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís e os consórcios responsáveis pela operação do sistema. O objetivo é apurar falhas na prestação do serviço e verificar a gestão dos recursos destinados ao subsídio tarifário.

Segundo a promotora, o Ministério Público do Maranhão também busca esclarecer como é calculado o subsídio pago pelo poder público às empresas e quais critérios foram utilizados para definir os valores. O inquérito foi motivado, ainda, pela falta de respostas da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de São Luís, comandada por Manuella Oliveira Fernandes, que não teria respondido a ofícios nem comparecido a reuniões convocadas pela promotoria.

Entre os documentos solicitados estão planilhas de custos do sistema, dados sobre a frota em circulação, valores de subsídio pagos entre 2021 e 2026 e informações sobre a renovação dos ônibus. O caso ocorre em meio à crise no transporte coletivo da capital, marcada por paralisações de rodoviários e dificuldades enfrentadas por usuários em diversos bairros.

Ex-CPL revelou interesse de Braide em contrato emergencial de R$ 18 mi

Pelo menos um trecho do depoimento do ex-chefe da Central Permanente de Licitação (CPL) da Prefeitura de São Luís, o advogado e contatdor Washington Ribeiro Viêgas Neto, nesta quarta-feira (29), à CPI dos Contratos Emergenciais, instalada na Câmara Municipal, deixou os vereadores intrigados.

Disse ele: “Expus a ele [as ressalvas ao processo de contratação] e a resposta do prefeito foi: ‘Washington, eu sei da necessidade dessa contratação. O contrato vigente lá na Secretaria de Saúde se encontra sendo prestado de maneira precária’. O prefeito até me mostrou fotos de como se dava a alimentação, a nutrição, de crianças, doentes, de enfermos em geral. Então, a conversa foi no sentido de que, apesar de eu falar dos pontos, dos atos que seriam ressalvados com relação a essa contratação, ele disse: ‘Washington, se houver possibilidade jurídica para que essa contratação siga, que ela siga. Se não houver, a e gente vai pensar em outra coisa’”.

Ou seja: Braide tomou conhecimento dos possíveis problemas no processo de dispensa de licitação de R$ 18 milhões que culminaria com a Aroma & Sabor Alimentos Ltda. (Pier 77) como vencedora. E, mesmo assim, reforçou a Viêgas a “necessidade dessa contratação”.

O advogado, contudo, diz não saber se a a contratação foi feita atendendo a suas recomendações, ou à revelia delas, porque foi exonerado logo após a conversa com o gestor municipal.