
O delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, explicou que não há necessidade de acionar diretamente organismos internacionais sem que exista uma pista concreta sobre o paradeiro de uma pessoa desaparecida. A declaração foi dada após informações relacionarem uma operação realizada nos Estados Unidos ao caso de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos há oito meses em Bacabal.
Segundo o delegado, as forças de segurança precisam ter uma localização ou algum indício concreto antes de solicitar uma atuação internacional específica. “Você precisa ter uma pista adequada, você precisa ter uma localização, algum indício de que há uma pessoa ali. Não sendo este o caso, o que há é uma comunicação e a difusão das fotos com o pedido de cooperação, isso foi feito”, afirmou.
Augusto Barros também informou que a Polícia Civil procurou a Polícia Federal para verificar se havia algum pedido de cooperação internacional relacionado às crianças maranhenses e recebeu a confirmação de que não. A PF descartou, na quarta-feira (9), que Ágatha e Allan estejam entre as crianças localizadas durante uma operação nos Estados Unidos.
Paralelamente, a família solicitou à PF a inclusão dos irmãos na Difusão Amarela da Interpol e realizou a coleta de material genético da mãe, Clarice Cardoso, para a elaboração de um perfil que poderá ser utilizado em futuras comparações. A medida foi motivada pela suspeita de que uma criança encontrada nos EUA possa ser Allan, mas a confirmação depende do exame de DNA.








