
O Maranhão registrou 443 pessoas desaparecidas em 2025, segundo o Relatório Estatístico Anual de Pessoas Desaparecidas e Localizadas, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O número corresponde a uma taxa de 6,5 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes, a menor entre os estados brasileiros. Do total, 270 eram homens (60,9%) e 173 mulheres (39,1%).
A maioria dos casos envolveu adultos de 18 a 59 anos, com 316 registros (71,3%), seguidos por adolescentes, com 75 casos (16,9%), idosos, com 45 (10,2%), e crianças de até 11 anos, com sete ocorrências (1,6%). Apesar de em 2024 terem sido registrados 441 desaparecimentos, a comparação deve ser feita com cautela, já que naquele ano os dados abrangiam apenas São Luís e a Região Metropolitana da Grande Ilha, enquanto em 2025 passaram a considerar todo o Maranhão.
Um dos casos que mais mobilizou as forças de segurança no estado é o desaparecimento dos irmãos Ágata Isabele, de 6 anos, e Alan Michael, de 4 anos, em Bacabal. Na próxima sexta-feira (4), serão completados oito meses desde que as crianças desapareceram no povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município. Mesmo após uma grande operação de buscas, os irmãos ainda não foram localizados.
A Polícia Civil do Maranhão mantém as investigações por meio de um grupo de trabalho exclusivo e informou que passou a contar com apoio internacional. A corporação afirma que as diligências continuam de forma ininterrupta e orienta que qualquer informação sobre o paradeiro das crianças seja comunicada à Delegacia Regional de Bacabal ou ao Disque-Denúncia, pelo número 181, com garantia de sigilo.