Defensoria aciona Justiça e pede medidas urgentes para regularizar UTIs do Hospital da Criança em São Luís

A Defensoria Pública do Maranhão (DPE-MA) ingressou com uma ação civil pública contra o Município de São Luís e o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), solicitando que a Justiça determine medidas emergenciais para regularizar o funcionamento das UTIs Pediátricas do Hospital da Criança Dr.

Odorico Amaral de Matos. Entre os pedidos estão a realização de uma audiência de emergência em até 24 horas, a apresentação de um plano de solução da crise em até 72 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, além de inspeções judiciais e monitoramento permanente da unidade. A ação tem como base um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS), que apontou déficit de médicos, plantões de até 192 horas, profissionais sem a qualificação exigida, compartilhamento de equipamentos e ocupação total dos leitos das três UTIs.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou que criou uma comissão técnica para analisar o relatório e afirmou que o Hospital da Criança cumpre os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, destacando que oito das nove famílias ouvidas pela Defensoria avaliaram positivamente o atendimento prestado. Paralelamente, o Ministério Público de Contas do Maranhão (MPC-MA) também pediu ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) a realização de uma auditoria urgente nas UTIs pediátricas da unidade.

O órgão solicita ainda que a Semus apresente, em até 48 horas, um plano emergencial para assegurar a cobertura dos plantões, o funcionamento das unidades e a disponibilidade de medicamentos e equipamentos, enquanto as investigações sobre a gestão do serviço seguem em andamento.

Médicas prestam depoimento à Polícia Civil em investigação sobre mortes no Hospital da Criança

Duas médicas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos prestaram depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (16), em São Luís, como parte do inquérito que investiga a morte do menino Bernardo, de 4 anos.

As profissionais, que participaram do atendimento da criança, permaneceram por mais de três horas na delegacia. Bernardo morreu no dia 2 de julho, seis dias após ser internado, cerca de 13 horas depois da morte do irmão gêmeo, Bento. A Polícia Civil também ouviu os familiares e solicitou o prontuário médico da criança, que será analisado pelo Instituto Médico Legal (IML).

Enquanto as investigações avançam, novos questionamentos sobre a assistência prestada na unidade aumentam a pressão sobre a gestão do hospital. Nesta quinta-feira, conselheiros tutelares realizaram um protesto com 101 cruzes em frente ao Hospital da Criança, em homenagem às crianças que morreram nas UTIs e para cobrar providências das autoridades.

Paralelamente, a Defensoria Pública apontou falhas graves durante inspeção na unidade, como déficit de médicos intensivistas, presença de profissionais sem especialização em pediatria, falta de medicamentos e demora na transferência de pacientes. O caso é acompanhado pelo Ministério Público, Ministério da Saúde e Polícia Civil, enquanto a Prefeitura de São Luís afirma que negocia uma nova contratação para garantir a continuidade dos serviços e nega irregularidades na assistência prestada.

Cinco pessoas são presas durante operação contra furto de energia na Grande São Luís

Cinco pessoas foram presas em flagrante durante uma operação de combate ao furto de energia elétrica realizada na manhã desta quarta-feira (20), na Região Metropolitana de São Luís.

A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), em parceria com a Equatorial Maranhão. Durante as fiscalizações, foram identificadas irregularidades em nove imóveis, entre residências e estabelecimentos comerciais, todos com indícios de ligações clandestinas.

De acordo com a Polícia Civil, além das cinco prisões em flagrante, outras quatro pessoas deverão ser indiciadas pelo crime de furto de energia, previsto no artigo 155 do Código Penal.

A Equatorial Maranhão alertou que as ligações ilegais representam risco à população, podendo provocar choques elétricos, incêndios, explosões e sobrecarga na rede elétrica, causando ainda interrupções no fornecimento de energia e prejuízos a serviços essenciais, como hospitais, escolas e abastecimento de água. A concessionária informou que denúncias podem ser feitas anonimamente pelo site oficial ou pela Central de Atendimento 116.

Princípio de incêndio em restaurante na Ponta d’Areia é controlado sem feridos

Um princípio de incêndio foi registrado na manhã deste domingo (17) em um restaurante localizado no bairro Ponta d’Areia, em São Luís. Segundo o Corpo de Bombeiros, as chamas começaram na área da churrasqueira e foram controladas rapidamente, sem deixar feridos.

A suspeita inicial é de que o fogo tenha sido provocado pelo acúmulo de gordura na estrutura, o que gerou grande volume de fumaça no local.

De acordo com o proprietário do estabelecimento, o incêndio começou após gordura cair sobre a grelha da churrasqueira, causando a formação de chamas. Funcionários treinados em brigada de incêndio utilizaram extintores e conseguiram conter o fogo antes da chegada dos bombeiros.

A equipe do Corpo de Bombeiros realizou vistoria no restaurante e liberou o funcionamento do local após verificar que não houve maiores danos nem registro de funcionários feridos.

Expectativa de vida no Brasil sobe para 76,6 anos e atinge maior nível da série histórica

A expectativa de vida ao nascer no Brasil chegou a 76,6 anos em 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE. O número representa um avanço de 2,5 meses em relação ao ano anterior e consolida o aumento contínuo da longevidade dos brasileiros.

Em nove décadas, o país ampliou em 31,1 anos o tempo médio de vida, saltando de 45,5 anos em 1940 para o patamar atual. O estudo mostra ainda diferenças significativas entre homens e mulheres: enquanto eles passaram de 73,1 para 73,3 anos, elas avançaram de 79,7 para 79,9 anos.

Apesar da melhora, a sobremortalidade masculina permanece elevada, especialmente entre jovens de 15 a 29 anos, reflexo do maior número de mortes por causas externas como homicídios, acidentes e suicídios fenômeno intensificado desde os anos 1980.

No cenário global, o Brasil segue distante das maiores expectativas de vida, lideradas por Mônaco (86,5 anos), San Marino (85,8), Hong Kong (85,6), Japão (84,9) e Coreia do Sul (84,4).

Mesmo assim, o país registra avanços importantes na saúde pública, como a queda da mortalidade infantil: em 2024, foram 12,3 mortes por mil nascidos vivos, contra 12,5 no ano anterior uma redução expressiva diante dos 146,6 óbitos registrados em 1940.

Segundo o IBGE, programas de vacinação, pré-natal, aleitamento materno, nutrição infantil, agentes comunitários, maior escolaridade e expansão do saneamento básico contribuíram para o progresso.

A pesquisa também aponta que brasileiros de 60 anos vivem, em média, mais 22,6 anos maior nível já registrado enquanto aos 80 anos, mulheres têm expectativa adicional de 9,5 anos e homens de 8,3 anos, indicando ganhos consistentes no envelhecimento saudável da população.

Água permanece sem alterações, mas pesticidas devem ser retirados do Rio Tocantins somente em abril

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) informou nesta quinta-feira (16), que não foi identificada nenhuma alteração na qualidade da água do Rio Tocantins, por conta do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava o estado do Maranhão ao Tocantins.Segundo o órgão, todos os dados seguem dentro dos valores esperados. A constatação foi feita após resultados das análises de qualidade da água realizadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) referentes às últimas amostras coletadas em 6 de janeiro.

Entretanto, segundo a ANA, em razão da elevação de vazões do Rio Tocantins, ainda não foi possível retirar os 1.339 recipientes de pesticidas (bombonas) que estão dento do rio. Os trabalhos de remoção devem ser retomados somente em abril, quando é prevista a redução de vazões do rio, pelo histórico observado de monitoramento hidrológico.

Além disso, segundo o plano de remoção apresentado pelas empresas responsáveis, o tempo estimado para remoção do material é de 145 dias.

Vítimas

A tragédia do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, no dia 22 de dezembro, deixou 17 pessoas mortas e apenas uma sobreviveu. Até 4 de janeiro, equipes de buscas encontraram 14 corpos, mas três ainda seguem desaparecidos.

As buscas pelas vítimas continuam no Rio Tocantins, com ações sendo realizadas com embarcações e drones aéreos.

Despejo de esgoto é registrado em praia da orla marítima de São Luís

Um vídeo compartilhado, nesta terça-feira (7), pelas redes sociais, causou preocupação na população de São Luís, principalmente em banhistas e frequentadores da orla marítima da capital maranhense.

As imagens mostram a presença de uma ‘língua negra’, como é chamada pelos especialistas o despejo de esgoto em rios que desaguam na orla marítima, em um ponto de praia na Avenida Litorânea. No vídeo, registrado por banhistas, é possível ver ainda algumas vegetações descendo junto com a água escura do esgoto.

Em nota, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) informou que mobilizou uma equipe de fiscalização para apurar os fatos e adotar as medidas necessárias.

A Sema informou ainda que realiza ações semanais de fiscalização, em parceria com a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA), para coibir o lançamento irregular de esgoto nos principais rios que deságuam na orla da Ilha de São Luís.

Segundo o órgão, quando identificadas irregularidades, são aplicadas as sanções administrativas cabíveis, conforme a legislação ambiental vigente.

Tanques com ácido e pesticidas podem ficar até um mês submersos no Rio Tocantins

Representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Agência Nacional de Águas (ANA), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e de outros órgãos federais e estaduais participaram de uma reunião de crise nesta quinta-feira (26), onde debateram a situação dos tanques com ácido sulfúrico e pesticidas agrícolas que caíram no rio Tocantins após o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na divisa entre o Maranhão e o Tocantins, que ocorreu no último domingo (22) e tem oito mortes confirmadas, além de nove desaparecidos. De acordo com os órgãos, os tanques podem ficar submersos por até 30 dias e ainda há risco de vazamento dos materiais na água, mas o monitoramento diário aponta que não há indícios de contaminação relevante até o momento.

“É importante a gente manter o monitoramento e a cautela enquanto esse material estiver lá. Se ele (tanque) se romper ainda existe algum risco, que é pequeno, mas controlado. É preciso a gente atuar para eliminar totalmente o risco. (…) Se houver algum indício de vazamento, deve ser interrompido imediatamente o abastecimento de água”, declarou Alan Vaz Lopes, superintendente adjunto de Operações e Eventos Críticos da ANA.

Imagens divulgadas pela Marinha do Brasil nesta quinta-feira (26) mostraram parte da carga dos caminhões que transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas. No vídeo, que foi gravado por mergulhadores que trabalham no resgate das vítimas desaparecidas, a carga ficou intacta e o risco de vazamento e contaminação ambiental é mínimo, de acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Maranhão (Sema), mas o risco só será eliminado após os tanques serem retirados do rio, o que deve demorar alguns dias por causa do resgate dos desaparecidos e da dificuldade na operação.

O Ibama informa que, no momento, nenhuma das empresas de resgate poderá retirar os tanques, já que a prioridade é a localização dos desaparecidos após a queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira. Os tanques só serão retirados depois dessa operação e será feita pelas empresas responsáveis pelos produtos, que já foram notificadas.

“Não se trata de um processo rápido. A retirada desse produto precisa ser feita com toda segurança. Foram apresentados, para as três empresas, uma notificação e elas devem apresentar um plano de retirada do produto com a contratação de empresa especializada. Mas, eles dizem que no momento nem podem entrar na água para se trabalhar essa avaliação de qual será a melhor metodologia de retirar [os tanques] porque a atenção é para localizar os desaparecidos. (…) Pegando uma experiência histórica, não é algo para se pensar em menos de 15 ou 30 dias. Tem muitos fatos envolvidos aí. (…) O importante é que o monitoramento das águas para consumo humano está sendo muito bem realizado”, explica Marcelo Neiva de Amorim, coordenador-geral do Centro Nacional de emergência ambiental e climáticas do Ibama.

Cerca de 150 pessoas passam mal e lotam hospital após comerem bolo em festa escolar

Cerca de 150 pessoas passaram mal e lotaram o hospital municipal de Alto Parnaíba após comeram um bolo distribuído em uma festa de comemoração pelo Dia das Crianças em uma escola. A maioria dos pacientes era crianças, mas adultos e idosos também precisaram receber atendimento médico com sintomas como diarreia, vômito e até desmaio.

Os casos suspeitos de intoxicação alimentar foram registrados na última sexta-feira (25). Após a festa na Escola Municipal Professora Lêda Tájra, além dos alunos, pais e avós que comeram o bolo – já que muitos participantes levaram um pedaço para casa – passaram mal.

Em nota, a escola pediu desculpas e disse que acompanha a situação de perto. A escola também se colocou à disposição para esclarecer dúvidas. Leia a nota na íntegra: 

“Queremos nos dirigir a vocês, pais e responsáveis, com toda sinceridade e transparência. Hoje, dia 25 de outubro, durante a festa do dia das crianças na Escola Municipal Lêda Tájra, algumas de nossas crianças passaram mal, e, embora ainda não saibamos a causa, sentimos muito pelo ocorrido.

A equipe da escola preparou cada detalhe da festa com muito carinho, com o único desejo de proporcionar um momento especial para nossos alunos. Sabemos que qualquer desconforto para as crianças é motivo de preocupação, e por isso pedimos desculpas. Estamos atentos e acompanhando a situação de perto.

Pedimos, também, que fiquem atentos a qualquer sinal de desconforto gastrointestinal nas crianças e, se acharem necessário, busquem orientação médica.

Reafirmamos o compromisso da escola com a segurança e o bem-estar dos alunos e estamos à disposição para conversar e esclarecer qualquer dúvida.

Atenciosamente, equipe Lêda Tájra”.

A maioria das crianças já está em casa se recuperando. No entanto, alguns pacientes precisaram de internação. A Polícia Civil informou à reportagem que está investigando o caso e quer saber quais produtos foram usados no preparo do bolo. 

A Polícia Militar colheu amostras do bolo para serem analisadas. O Conselho Tutelar de Alto Parnaíba disse que vai apurar o caso. A Secretária Municipal de Saúde, por sua vez, disse que prestou atendimento médico aos pacientes.

Maré alta causa alagamentos e transtornos em Raposa e São Luís

Na manhã desta quinta-feira (19), moradores e comerciantes de Raposa, na região metropolitana de São Luís, enfrentaram alagamentos causados pelo avanço da maré.

Ruas e avenidas foram inundadas, prejudicando a circulação de veículos e pedestres.

O fenômeno também atingiu bairros da capital maranhense, como o bairro da Liberdade, onde imagens mostraram ruas tomadas pela água.

Segundo o meteorologista Gunter Azevedo, o evento está ligado à maré de sizígia, que ocorre anualmente em setembro, influenciada pela fase da lua.

Raposa, especialmente o bairro Garrancho, foi uma das áreas mais afetadas devido à sua localização baixa.

Embora natural, o fenômeno gera transtornos significativos nas áreas costeiras.