Pesquisa aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno

Pesquisa do instituto Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (9), aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial.

No cenário estimulado, Lula aparece com 44,2% das intenções de voto, contra 42,7% de Flávio Bolsonaro. A diferença de 1,5 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos.

Os votos brancos, nulos e os entrevistados que não escolheram nenhum dos candidatos somam 3,4%. Outros 9,7% não souberam responder ou preferiram não opinar. O levantamento ouviu 2.100 eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro, por meio de entrevistas presenciais domiciliares, com intervalo de confiança de 95%.

Segundo o cenário apresentado pela pesquisa, Lula e Flávio Bolsonaro disputariam o segundo turno da eleição presidencial marcado para 25 de outubro.A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09623/2026, conforme informações divulgadas pela imprensa.

Disparo de mensagens em nome do PL para recrutar eleitores para grupo de Flávio Bolsonaro levanta suspeita de irregularidade eleitoral

Uma estratégia de comunicação utilizada durante a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) passou a levantar questionamentos sobre o cumprimento das regras eleitorais na internet. Eleitores relatam ter recebido, sem solicitação prévia, mensagens de números desconhecidos no WhatsApp com um convite para ingressar em um suposto grupo oficial de apoio à candidatura. O conteúdo se apresenta como uma “comunicação oficial do PL” e afirma que o contato teria sido feito após uma suposta solicitação de apoiadores. A mensagem oferece um link para acesso ao endereço “direitaja.com/grupo1” e informa que, dentro do grupo, seriam distribuídos diariamente vídeos e cards de campanha “prontos para compartilhar”.

A estratégia descrita chama atenção porque a legislação eleitoral estabelece restrições específicas para o uso de aplicativos de mensagens durante as campanhas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe expressamente o disparo de mensagens instantâneas em massa sem o consentimento da pessoa destinatária. A Corte também informa que denúncias envolvendo disparos em massa de mensagens eleitorais pelo WhatsApp podem ser encaminhadas ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE).

A própria Resolução nº 23.610/2019, que regulamenta a propaganda eleitoral, determina que o uso de dados pessoais de contato para propaganda deve observar as regras aplicáveis e prevê que, quando um cadastro legítimo é cedido a partido político ou candidatura, seu uso para campanha depende da obtenção prévia de consentimento expresso e informado do destinatário no primeiro contato. A norma também proíbe a venda de cadastros de números de telefone para finalidade de disparos em massa.

 

No caso relatado, um dos pontos que precisam ser esclarecidos é justamente a origem dos números utilizados para o envio das mensagens. O texto encaminhado aos eleitores não demonstra que os destinatários haviam autorizado previamente o recebimento daquela comunicação. Pelo contrário, a mensagem oferece ao final a possibilidade de responder “SAIR” caso a pessoa não queira mais receber os contatos. Essa circunstância, por si só, não comprova a irregularidade, mas reforça a necessidade de investigar se houve consentimento anterior para o contato, especialmente diante da utilização de números desconhecidos e de uma estratégia voltada à formação de uma rede de apoiadores.

A situação ganha ainda mais relevância porque a mensagem não se limita a divulgar uma informação sobre o candidato. Ela busca recrutar diretamente o destinatário para uma estrutura organizada de campanha, oferecendo materiais produzidos para serem compartilhados nas redes sociais. A propaganda eleitoral na internet é permitida em aplicativos de mensagens, mas deve respeitar as limitações impostas pela legislação, entre elas a vedação ao disparo em massa sem consentimento.

Também chama atenção o relato de que, após uma pessoa recusar o convite e demonstrar intenção de denunciar a prática à Justiça Eleitoral, o número utilizado no contato teria bloqueado o destinatário. O bloqueio, isoladamente, não constitui prova de tentativa de impedir uma denúncia nem permite concluir que houve uma ordem para ocultar a operação. Entretanto, se houver registros que demonstrem que o bloqueio ocorreu justamente depois de o destinatário questionar a legalidade do contato, o episódio poderá integrar o conjunto de elementos encaminhados para investigação.

O ponto central, portanto, não é o fato de o PL utilizar WhatsApp para fazer campanha. A legislação permite propaganda eleitoral na internet e em aplicativos de mensagens. O problema jurídico potencial está na forma como os destinatários foram alcançados. Se for comprovado que houve disparo em massa para pessoas que não haviam dado consentimento, a prática poderá caracterizar propaganda eleitoral irregular e sujeitar os responsáveis às medidas previstas pela legislação eleitoral. O próprio TSE afirma que disparos em massa implicam o envio de grande quantidade de mensagens para múltiplos destinatários, geralmente de forma automatizada e sem consentimento.

Por isso, a conduta atribuída à estrutura de campanha precisa ser analisada com rigor. Um partido político que pretende ocupar a Presidência da República deve observar as mesmas regras eleitorais impostas aos demais concorrentes. A utilização de uma comunicação aparentemente direcionada a pessoas que não solicitaram o contato, seguida do recrutamento para um grupo organizado de campanha, não deve ser tratada como uma simples estratégia de divulgação se houver comprovação de que os números foram obtidos ou utilizados sem autorização.

Até que sejam identificados os responsáveis pelo disparo e comprovada a origem da base de contatos, entretanto, não é possível afirmar que o PL, Flávio Bolsonaro ou seus dirigentes tenham cometido crime eleitoral. O que existe, diante dos elementos relatados, é uma suspeita de possível irregularidade eleitoral que merece investigação, sobretudo para verificar se houve disparo em massa sem consentimento e se a operação partiu efetivamente de uma estrutura oficial da campanha ou do partido.

EUA suspendem atendimento presencial em embaixada e consulados no Brasil por segurança

Os Estados Unidos suspenderam, nesta sexta-feira (2), o atendimento presencial na Embaixada dos EUA em Brasília e nos consulados do país no Brasil. A decisão foi anunciada na quinta-feira (1º), mas o governo norte-americano não detalhou quais ameaças motivaram a medida nem informou quais serviços consulares foram afetados.

Cidadãos norte-americanos que necessitarem de assistência emergencial foram orientados a não comparecer às instalações diplomáticas e a entrar em contato com o oficial de plantão.

O Departamento de Estado afirmou que a decisão segue uma orientação do governo de Donald Trump para priorizar a segurança e a proteção de cidadãos americanos.

Após o comunicado, a Polícia Militar reforçou o policiamento no entorno da Embaixada dos EUA, em Brasília. Uma fonte do governo norte-americano mencionou à TV Globo uma possível ameaça de bomba, mas não esclareceu se o alerta teria como alvo a própria embaixada ou outro local da capital.

Funcionários da representação diplomática trabalhariam de casa nesta sexta-feira. A Embaixada da Austrália também anunciou o fechamento de sua unidade em Brasília durante o dia por questões de segurança.

Apesar das medidas, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou à TV Globo que não havia identificado nenhuma ameaça de segurança na capital.

Ministros avaliam risco de Dino afastar Nunes Marques e Mendonça de ações no TSE

Ministros do STF e do TSE avaliam a possibilidade de Flávio Dino determinar o afastamento de Kassio Nunes Marques e André Mendonça da relatoria de ações relacionadas à propaganda eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A discussão ocorre após um pedido apresentado pelo presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força, que questiona a atuação dos dois ministros na função de juízes auxiliares de propaganda. A solicitação aponta possível acúmulo de funções e demora na análise de processos.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o TSE informou que há 100 representações aguardando referendo do plenário, enquanto a Corte afirma que os casos devem ser analisados até esta sexta-feira (2).

A possibilidade de mudança ocorre em meio a novos atritos entre ministros do STF e do TSE. Segundo a reportagem, Gilmar Mendes criticou a atuação de Nunes Marques na condução da propaganda eleitoral, enquanto o TSE nega que haja processos de candidatos à Presidência parados e afirma que cerca de 210 representações já foram analisadas e referendadas pelo plenário.

A disputa também ganhou força após decisões divergentes envolvendo publicações falsas sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida, com decisões de Mendonça, Dino e Luiz Fux em sentidos diferentes.

Heresias? Evangélico, Flávio Bolsonaro ergue imagem de Nossa Senhora Aparecida

O senador Flávio Bolsonaro (PL), que se identifica como evangélico, apareceu nesta semana erguendo uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um ato público.

O gesto chamou atenção nas redes sociais e provocou questionamentos entre cristãos evangélicos sobre a relação da atitude com princípios tradicionalmente defendidos por igrejas protestantes.

Na tradição evangélica, textos bíblicos como Êxodo 20:4-5 e Deuteronômio 5:8-9 são utilizados para fundamentar a rejeição à adoração de imagens.

A cena também gerou debate sobre a aproximação de Flávio com símbolos e segmentos religiosos diferentes de sua tradição.

Para parte dos críticos, o gesto representa uma contradição com a doutrina evangélica; já a interpretação sobre se o ato constituiu propriamente adoração depende da intenção e do contexto em que a imagem foi erguida.

O episódio ocorre em meio à disputa política e às discussões envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida, tornando o gesto objeto de interpretações políticas e religiosas nas redes sociais.

Conselho do MPF decide se abre apuração sobre possível crime envolvendo Paulo Gonet

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decide nesta sexta-feira (25) se abrirá uma apuração sobre possível crime envolvendo o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A análise tem como base menções ao chefe do MPF em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, investigadas no caso Banco Master.

Os nove integrantes do Conselho vão avaliar a atuação de Gonet na condução das investigações sobre o banco, na prisão de Vorcaro e nas apurações relacionadas ao caso.

Se a maioria entender que existem elementos que precisam ser investigados, um subprocurador-geral da República será designado para analisar os dados e apresentar um relatório ao colegiado. Caso sejam identificados indícios de crime, os fatos poderão ser encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso ganhou novos contornos após a divulgação de uma fotografia de Gonet ao lado de Vorcaro durante uma confraternização em Londres, no Reino Unido. Segundo informações divulgadas no âmbito das investigações, a imagem teria sido registrada em 2024 e enviada posteriormente pelo advogado Ciro Soares.

Gonet afirmou que não manteve relação de proximidade com o banqueiro e classificou a ligação entre os dois como “brevíssima e banal”. O procurador-geral não deve participar da sessão do Conselho, que será presidida pelo vice-presidente do CSMPF, subprocurador-geral da República Nicolao Dino. Após a manifestação do relator, Francisco Sanseverino, os nove conselheiros deverão votar sobre o encaminhamento do caso.

Zanin nega liminar para obrigar Senado a instalar CPI do Banco Master

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liminar apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar o Senado a dar andamento à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master.

Na decisão, Zanin afirmou que, neste momento, não foram apresentados elementos suficientes para comprovar uma omissão ilegal do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que justificasse uma intervenção do Judiciário. O ministro também apontou que o próprio senador mencionou a existência de um requerimento anterior relacionado ao caso e considerou necessário esclarecer a tramitação das diferentes propostas antes de concluir pela existência de uma omissão.

O requerimento apresentado por Vieira em março teria reunido 41 assinaturas, acima do mínimo constitucional de 27 senadores, e prevê uma CPI com duração de 120 dias e limite de despesas de R$ 50 mil. A comissão pretende investigar possíveis relações entre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A decisão de Zanin é provisória e não encerra a discussão, podendo ser reavaliada após a apresentação de novas informações ao Supremo. Vieira afirmou que pretende complementar os dados enviados à Corte.

Orleans Brandão lidera pesquisa para o Governo do Maranhão em Tuntum, São Bento e Balsas

Pesquisas do instituto IP Sensus apontam Orleans Brandão na primeira posição nos cenários estimulados para o Governo do Maranhão em Tuntum, São Bento e Balsas.

Em Tuntum, o candidato aparece com 58,3% das intenções de voto, seguido por Eduardo Braide, com 21,1%, e Felipe Camarão, com 2,3%. Em São Bento, Orleans registra 40%, enquanto Braide aparece com 38,9% e Camarão com 3,7%. Já em Balsas, Orleans tem 27,4%, seguido por Braide, com 23,1%, e Roberto Rocha, com 22,9%.

Os três levantamentos ouviram 350 eleitores em cada município, com margem de erro de 5,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Em Tuntum e São Bento, as entrevistas foram realizadas entre 7 e 11 de setembro; em Balsas, entre 9 e 13 de setembro.

As pesquisas estão registradas no TSE sob os protocolos MA-05780/2026, MA-09100/2026 e MA-06655/2026, respectivamente. Os números representam um retrato das intenções de voto nos períodos em que as entrevistas foram realizadas e estão sujeitos à margem de erro.

STF analisa nesta terça-feira investigação sobre conduta de Alexandre de Moraes no caso Master

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta terça-feira (15), a partir das 10h, o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A principal questão será a possibilidade de abertura de uma investigação para apurar a conduta do ministro. Entre os materiais encaminhados à Corte estão informações obtidas pela Polícia Federal e conversas mantidas entre Moraes e Vorcaro.

A eventual autorização para investigar não representa um julgamento de culpa, mas permitiria o aprofundamento da apuração sobre os fatos e a relação entre os dois.

A sessão foi convocada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin. Moraes e o ministro Dias Toffoli podem não participar da votação, o que deixaria oito integrantes da Corte responsáveis pela decisão.

O julgamento ocorre em meio às discussões sobre o conteúdo do relatório da Polícia Federal e os elementos reunidos durante as investigações envolvendo o Banco Master.

Jornalista aponta que crise envolvendo Moraes pode favorecer Flávio Bolsonaro contra Lula

Em artigo publicado no Estadão, o jornalista Fabiano Lana analisa os possíveis impactos eleitorais da relação entre o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF), com foco nas controvérsias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o autor, a mais recente pesquisa Atlas/Bloomberg mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula na disputa presidencial. Lana avalia que uma eventual decisão do STF de preservar Moraes de uma investigação poderá ampliar o desgaste político do governo e fortalecer a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O jornalista sustenta que a crise envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, além dos contratos do escritório da esposa do ministro, passou a ocupar espaço relevante na formação da opinião pública e pode influenciar o comportamento do eleitorado.

Para Lana, uma eventual tentativa de afastar André Mendonça do caso ou de conter a investigação poderia ser interpretada como uma forma de abafamento e aumentar a pressão sobre o governo. O artigo também menciona as controvérsias envolvendo Flávio Bolsonaro e conclui que, diante da mudança apontada pelas pesquisas, o desafio do PT será reverter a tendência eleitoral e recuperar terreno na disputa presidencial.