Apanhou porrada, mas preferiu se manter casada

Essa matéria não é sobre quem você está pensando. Ao contrário do que o título sugere, a história que vamos contar é a de milhares de mulheres maranhenses que, apesar de sofrerem violência física, optam por continuar casadas.

No Maranhão, os números são alarmantes: até julho de 2024, a Central de Atendimento à Mulher, através do Ligue 180, registrou 1.522 denúncias de violência, um aumento de 38,87% em relação ao mesmo período do ano anterior. E, em meio a esses números, destaca-se o crescimento dos casos de feminicídio, que já somam 37 em 2024.

O que leva essas mulheres a permanecerem em relações abusivas? O medo. Medo das ameaças, do poder econômico que seus agressores exercem, e da força física que as mantém reféns. Há também a pressão social e familiar, que muitas vezes impõe o silêncio como resposta.

Algumas tentam denunciar, mas voltam atrás, talvez por receio das consequências ou pela falta de apoio. Esse ciclo de violência se perpetua, prejudicando não apenas a vítima, mas também seus filhos e a sociedade.

A permanência em uma relação abusiva tem consequências devastadoras. Além dos danos físicos e emocionais, a escolha pelo silêncio reforça a impunidade do agressor.

O enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser uma prioridade constante, e a denúncia, um passo essencial, ainda que difícil, para romper o ciclo do abuso.

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