Greve de ônibus provoca correria e superlotação em terminal de São Luís

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um ônibus do transporte público para em frente ao Terminal da Cohab e dezenas de pessoas correm para tentar garantir um espaço dentro do coletivo. A cena foi registrada na manhã desta segunda-feira (16), quarto dia da greve de ônibus em São Luís.

Nas imagens, passageiros aparecem se espremendo para embarcar em um veículo já lotado, reflexo da redução da frota que circula na capital. Com a paralisação do sistema urbano, iniciada na última sexta-feira (13), apenas os ônibus do sistema semiurbano continuam operando, o que tem provocado superlotação e longas esperas nas paradas.

Os coletivos que seguem em circulação atendem principalmente bairros e cidades da região metropolitana, como São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar. Diante da crise no transporte, o Ministério Público do Estado do Maranhão realiza nesta segunda-feira duas reuniões para tentar avançar nas negociações entre empresas, trabalhadores e o poder público.

O impasse envolve o pagamento do reajuste salarial dos rodoviários, que, segundo o sindicato da categoria, ainda não teve qualquer indicativo de cumprimento por parte das empresas que operam as linhas urbanas da capital.

Caminhoneiro protege mulher atropelada na Avenida dos Franceses, em São Luís

Uma mulher foi atropelada por um carro de passeio por volta das 5h desta quinta-feira (5), na Avenida dos Franceses, em São Luís.

Após atingir a pedestre, o motorista do veículo fugiu do local sem prestar socorro. No momento do acidente, chovia na região.

Logo após o atropelamento, um caminhoneiro que passava pela avenida parou o veículo e posicionou o caminhão para bloquear parte da pista, protegendo a vítima que permanecia caída no asfalto enquanto aguardava atendimento.

A ação ajudou a evitar que outros veículos passassem pelo local até a chegada do socorro.

MP investiga Prefeitura e empresas por falhas no transporte público de São Luís

O Ministério Público do Maranhão instaurou, nesta segunda-feira (23), inquérito para apurar problemas no sistema de transporte coletivo de São Luís.

A investigação envolve o Município, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros e também os consórcios Central, Via SL e Upaon-Açu, além da empresa Viação Primor Ltda.

O objetivo é verificar falhas na prestação do serviço, paralisações, interrupções, problemas estruturais e possíveis irregularidades na gestão e financiamento do sistema.

Como providências iniciais, o órgão requisitou à Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte e ao SET documentos detalhados sobre todas as linhas, itinerários, frota e concessionárias, além de planilhas de custos, subsídios tarifários pagos entre 2021 e 2026 e informações sobre novos ônibus inseridos no período.

Também foi solicitado ao Consórcio Via SL esclarecimentos sobre a situação da empresa Expresso Rei de França e as interrupções registradas desde 2025.

A Prefeitura e o sindicato ainda não se manifestaram oficialmente.

Greve dos ônibus é descartada e sistema opera normalmente na Grande São Luís

A greve dos ônibus que poderia ocorrer nesta quarta-feira (11) foi oficialmente descartada, e os coletivos do sistema urbano e semiurbano circulam normalmente na Grande São Luís. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, em entrevista ao programa Acorda Maranhão, da Mirante News FM, na manhã de hoje. “Está totalmente descartada, os ônibus estão rodando”, afirmou.

Segundo ele, o repasse do complemento do subsídio, acordado entre o poder municipal e a classe empresarial, foi autorizado ainda na terça-feira (10), possibilitando o início do pagamento dos trabalhadores, com parte dos depósitos sendo concluída ao longo da manhã. Brito destacou ainda que restava apenas a definição da situação dos funcionários da antiga empresa 1001, e que se deslocou até a garagem para acompanhar o caso.

O pagamento do complemento do subsídio foi autorizado pelo prefeito Eduardo Braide após a ameaça de retomada da paralisação. Ao todo, foi determinado o repasse de R$ 1.459.692,76 às empresas do setor, com o objetivo de quitar salários atrasados dos rodoviários. A movimentação financeira começou por volta das 14h de terça-feira (10), prazo final estabelecido pela categoria para regularização dos vencimentos.

Na semana anterior, os rodoviários haviam suspendido a greve, condicionando a manutenção do serviço ao cumprimento do acordo. Diante da possibilidade de nova paralisação, a pressão sobre a administração municipal aumentou, culminando na liberação dos recursos e na normalização do transporte público nesta quarta-feira.

Rodoviários do Expresso Rei de França seguem em greve mesmo após fim da paralisação geral

Mesmo com o encerramento da greve geral dos rodoviários dos sistemas urbano e semiurbano da Grande São Luís, os funcionários da empresa Expresso Rei de França, antiga 1001, permanecem paralisados.

A categoria protesta contra o atraso no pagamento de salários, benefícios e rescisões de trabalhadores demitidos. Com isso, os ônibus operados pela empresa continuam sem circular, afetando diretamente milhares de usuários.

A greve geral teve início em 23 de janeiro e foi encerrada após decisão da Justiça do Trabalho, que concedeu reajuste salarial de 5,5% e garantias de pagamento dos salários atrasados, após reuniões com o Ministério Público do Maranhão, empresários e a Prefeitura de São Luís.

No entanto, os rodoviários do Expresso Rei de França afirmam que só retornarão ao trabalho após a quitação integral dos débitos. A paralisação atinge 15 linhas da Grande São Luís, prejudicando bairros como Ipem Turu, Parque Vitória, Forquilha e Vila Isabel Cafeteira.

A empresa informou que negocia com os trabalhadores e atribui os atrasos ao não repasse de subsídios pela Prefeitura, comprometendo a manutenção do serviço.

Tranporte urbano segue parado em São Luís mesmo após decisão judicial

Mesmo após a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) que determinou o fim da greve, os rodoviários do sistema urbano de São Luís não retomaram as atividades na manhã desta sexta-feira (6).

Apenas os ônibus do sistema semiurbano seguem circulando, e ainda assim sem entrar nos terminais de integração, o que mantém parte da população enfrentando dificuldades para se deslocar pela capital.

A Justiça do Trabalho fixou um reajuste salarial de 5,5% para a categoria, o mesmo aplicado aos rodoviários do semiurbano, garantindo aumento de cerca de R$ 151 no salário e pouco mais de R$ 40 no tíquete-alimentação.

Apesar da ordem judicial, não há confirmação oficial sobre a retomada total do serviço, e a paralisação já chega ao oitavo dia, enquanto empresas alegam falta de repasse de subsídios por parte da Prefeitura de São Luís.

Ônibus semiurbanos voltam a circular na Grande São Luís após acordo na Justiça do Trabalho

Os ônibus semiurbanos que atendem os municípios de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar voltaram a circular nas primeiras horas desta quarta-feira (4), na Grande São Luís.

A retomada parcial do serviço foi registrada no Terminal de Integração da Cohab, onde os veículos voltaram às ruas, embora, naquele momento, ainda não estivessem operando dentro do terminal.

A circulação foi possível após acordo firmado na Justiça do Trabalho, durante negociações conduzidas pelo TRT da 16ª Região, que garantiram aos trabalhadores do setor semiurbano reajuste salarial de 5,5%, aumento de 5,5% no ticket alimentação e a concessão de novos benefícios, como plano odontológico, seguro de vida e auxílio funeral, além da manutenção dos direitos já existentes.

O acordo também assegurou que não haverá desconto salarial pelos dias de paralisação, com compensação por meio de uma folga mensal. Já o transporte urbano de São Luís segue em impasse, com nova audiência marcada para quinta-feira (6), diante da divergência entre a reivindicação de 12% dos rodoviários e a proposta patronal de 2%.

Greve de rodoviários entra no quinto dia com nova audiência de conciliação em São Luís

Na manhã desta terça-feira (3), quinto dia da greve dos rodoviários, será realizada a segunda audiência de conciliação envolvendo representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema), do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), da Prefeitura de São Luís, da Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA).

A reunião dá continuidade às negociações sobre o sistema de transporte coletivo da capital e da região metropolitana, na tentativa de avançar em um acordo que ponha fim à paralisação iniciada na última sexta-feira (30), que mantém 100% da frota parada.

Na reunião anterior, conduzida pelo vice-presidente e corregedor do TRT da 16ª Região, desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, foram discutidos cenários para o andamento da greve, incluindo o descumprimento da liminar que determinava a circulação de 80% da frota.

O SET apresentou planilhas financeiras com proposta de reajuste salarial acima da inflação, enquanto os rodoviários reivindicam 15% de reajuste, tíquete-alimentação de R$ 1.500 e ampliação do plano de saúde. Segundo o sindicato da categoria, foi apresentada uma contraproposta de 12%, que ainda será analisada pelos empresários.

Apesar do impasse, o desembargador demonstrou otimismo quanto a um possível desfecho, ressaltando a urgência da retomada do transporte público para a população.

Greve dos rodoviários paralisa transporte na Grande São Luís nesta sexta-feira

Os rodoviários da Grande São Luís iniciaram, nas primeiras horas desta sexta-feira (30), uma greve geral após rejeitarem a proposta de reajuste salarial apresentada pelas empresas do setor. Com as garagens fechadas, o transporte coletivo foi interrompido na capital e nos municípios da região metropolitana, afetando milhares de usuários.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema), os empresários ofereceram reajuste de 2%, índice considerado insuficiente pela categoria, que decidiu manter a paralisação até que haja avanço nas negociações.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 15%, aumento do tíquete-alimentação para R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.

Uma reunião entre representantes dos rodoviários, empresários, Prefeitura de São Luís, Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região está marcada para as 15h desta sexta-feira, na tentativa de buscar um acordo.

Até o momento, não há previsão para o retorno do serviço, e a paralisação segue atingindo linhas urbanas e semiurbanas.

Rodoviários alertam para possível paralisação do transporte na Grande São Luís

Rodoviários alertam para possível paralisação do transporte na Grande São Luís

Os rodoviários da Grande São Luís emitiram, nesta quarta-feira (21), um alerta sobre a possibilidade de paralisação do transporte público diante do impasse nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho de 2026.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (STTREMA), não houve avanços significativos nas tratativas com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), que, até o momento, não apresentou contrapropostas consideradas satisfatórias às reivindicações da categoria.

O presidente do STTREMA, Marcelo Brito, afirmou que a única proposta patronal foi a criação de convenções distintas para trabalhadores do sistema urbano e semiurbano, medida rejeitada pelo sindicato, que defende a unificação da categoria e a manutenção de direitos iguais.

Com o prazo das negociações se aproximando do fim, o sindicato alertou que a falta de acordo sobre cláusulas econômicas, especialmente reajuste salarial e ticket alimentação, pode levar à adoção de medidas mais rígidas, incluindo uma paralisação total do sistema.

Em meio ao cenário de tensão, o SET notificou a Prefeitura de São Luís pelo atraso no pagamento do subsídio ao transporte coletivo referente a dezembro de 2025, no valor de R$ 6,17 milhões, recurso que deveria ter sido repassado até o quarto dia útil do mês seguinte, conforme acordo judicial.

A entidade patronal argumenta que a inadimplência compromete o cumprimento das obrigações trabalhistas pelas empresas operadoras.