
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu por unanimidade abrir processo administrativo disciplinar contra os desembargadores maranhenses Nelma Celeste Sarney Costa, Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves e Antônio Pacheco Guerreiro Júnior.
Eles são acusados de envolvimento em um esquema de venda de sentenças que teria permitido saques milionários no Banco do Nordeste.
Segundo o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, as provas reunidas indicam que os magistrados atuaram de forma coordenada para beneficiar uma organização criminosa, violando deveres éticos e legais da magistratura.
De acordo com a investigação da Polícia Federal, deflagrada na Operação 18 Minutos em 2024, o grupo de advogados entre eles o ex-deputado Edilázio Júnior e o atual prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos utilizava decisões judiciais supostamente forjadas para obrigar o banco a pagar indenizações indevidas.
Os quatro desembargadores e dois juízes envolvidos estão afastados há mais de um ano de suas funções, e todas as tentativas de retorno ao Tribunal de Justiça foram rejeitadas pelo CNJ.
Caso sejam condenados, os magistrados podem ser aposentados compulsoriamente, mantendo salários que ultrapassam R$ 30 mil mensais.